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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Identidade do travesti na sociedade




Grupo:

Ivan Pilheri
Laís Martinez
Letília Oliveira
Letícia Souza
Marcelo Brito

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Antecedentes Históricos do Conceito de Cultura

A idéia de cultura e o termo existiam há muito tempo, porém com outras denominações: Kultur no germânico que se utilizava para simbolizar a espiritualidade de uma comunidade e Civilication no francês era utilizado para somente realizações materiais de um povo, Edward Tylor antropólogo inglês, sintetiza todas as denominações do termo como Culture, que engloba todos os conceitos de cultura conhecidos hoje em dia.


A palavra Culture (cultura) criada por Tylor incluiu todo conhecimento, crenças, artes, costumes ou hábitos que os homens podem possuir ao longo de sua vida.
A idéia de cultura já havia ganhado poder na mente das pessoas, mesmo antes de
John Locke escrever sobre o conhecimento humano, em que ele diz que a mente humana não passa de uma caixa vazia que tem capacidade de adquirir conhecimento.

Jean Jacques Rousseau atribui um papel muito importante a educação, no qual ele chega a acreditar que essa transição teve grande importância na evolução dos macacos aos seres humanos. Rousseau acreditava tanto na educação que acreditava que poderia chegar até aos chimpanzés, gorilas e orangotangos, existia um acordo razoável entre os antropólogos a respeito do conceito, tal expectativa foi quebrada por esperar tanto que essa união fosse se entrelaçar em paz, houve uma confusão, Geertz com base em Tylor declara que o tema mais importante da moderna teoria antropológica era o de diminuir a amplitude do conceito e transformá-lo em um instrumento mais especializado e mais poderoso teoricamente.Finalmente em 1871, Tylor define que,cultura é todo o comportamento aprendido, tudo aquilo que independe de uma transmissão genética. Kroeber confirma essa denominação rompendo todos os laços que poderiam existir entre cultura e o meio biológico, em que o que a determina é o meio em que ela vive, o homem se adapta ao meio ambiente por meio da cultura e não por meio de modificações biológicas.
A cultura é o meio de adaptação do ser humanos em diferentes ambientes.
Marvin Harris com Referencia em Locke diz que nenhuma ordem social é baseada
em verdade inata, uma mudança no ambiente resulta numa mudança no comportamento.
Com tudo isso se chega à conclusão de que o único ser vivo com cultura é o Ser Humano.A reconstrução deste momento conceitual a partir de uma diversidade de fragmentos teóricos ,é uma das tarefas primordiais da antropologia.

Grupo:
Cristiana Oliveira
Karine Mussoline
Giovanna Bizelli
Thamires Urbano
Raphaela Henry

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A cultura condiciona a visão de mundo e homem


De acordo com antropóloga  americana Ruth Benedict, , autora do livro O Crisântemo e a Espada,  a cultura faz o homem enxergar o mundo por meio dela e ter diferentes percepções do modo de viver.

Exemplo citado é o caso de alguém sem conhecimentos aprofundados da vegetação na floresta amazônica, para o indivíduo seria um aglomerado de árvores, flores e plantas,
já para um estudioso de botânica ou um índio (habitante da região) a percepção seria diferente, algumas árvores seriam até ponto de encontro em meio a mata,
plantas até serviriam como medicação. Logo o meio que você vive forma sua maneira de agir.
Geralmente a discriminação ocorre quando o indivíduo age de forma diferente da cultura da região, faz algo que está fora do padrão estabelecido de seu povo.

Devido à cultura de cada povo (tribo) criamos o habito de julgar o que não é igual a nossa maneira de agir e pensar pode ser errado, mas não significa que todas as culturas seguem essa linha de pensamento. Por exemplo, Não faz muito tempo que os homossexuais corriam o risco de agressões físicas quando reconhecidos em vias públicas. Este é um fato de um comportamento padrão determinado por um sistema cultural. Mas está atitude são variáveis em outras culturas. Como por exemplo, entre algumas tribos das planícies norte-americanas, homossexual era visto como um ser dotado em propriedades mágicas, capaz de servir de mediador entre o mundo social e o sobrenatural, e portando respeitado.  Um exemplo empírico seria o caso do riso. A primeira vez que foi visto um índio Kaapor rir, foi um motivo de susto. A emissão sonora, profundamente alta, assemelhava-se a imaginários gritos de guerra e a expressão facial em nada se assemelhava com aquilo que estavam acostumados a ver. Fica ainda mais claro, que tal fato explica porque cada cultura tem um determinado padrão para este fim. Mesmo sendo o exercício de atividades consideradas como parte da fisiologia humana que podem refletir diferenças de cultura.  
São inúmeros os exemplos a respeito desses diversos fatos culturais. Contudo fica evidente de que indivíduos de culturas diferentes podem ser facilmente identificados por uma série de características. Como modo de vestir ou agir. É um fato baseado em uma observação verdadeira. E este modo de ver o mundo não baseia-se em herança genética e sim determinação cultural .
O riso é provocado por diferentes motivos em cada cultura, o estilo de comédia americano, pastelão, não tem o mesmo feedback que uma comédia erótica italiana pois em nossa cultura a piada deve conter um certo teor sexual invés de trapalhadas, como torta na cara. Citando os japoneses outra vez, mesmo em situações visivelmente desagradáveis riem por etiqueta. Em suma o riso é condicionado pelos padrões culturais.
Referindo-se ainda a questões fisiológicas, como o riso podemos citar alguns exemplos existentes no artigo de Marcel Mauss "Noção de técnica corporal"2, que visa analisar as diferentes maneiras de homens de diferentes culturas utilizam seus corpos. O primeiro deles é a maneira de que uma criança se porta na mesa, a inglesa mantém as mãos no joelho quando não está comendo enquanto uma criança francesa não tem o mesmo controle, debruça os cotovelos sobre a mesa. Outro exemplo citado por Mauss é a técnica de nascimento, segundo ele Mãya deu a luz a Buda estando em pé, algumas mulheres na Índia ainda  dão a luz desta maneira. Em nossa cultura a posição comum para o parto é deitada sobre as cotas e entre os Tupis e outros índios o comum o parto de agachados.

Dentro de uma mesma cultura existem modos diferentes de agir. Essas culturas refletem o modo de vida, a história passada e o cotidiano das pessoas. A diferença pode ser percebida através de homens e mulheres, o comportamento, o modo de agir e se vestir. As mulheres possuem um ar delicado e demonstra fragilidade, enquanto o homem mostra-se forte e capaz de defender seus conceitos. Mas os costumes não são determinados pela genética passada de geração para geração, mas pela cultura.
A diversidade gastronômica também é baseada pela cultura. Um prato típico de um país pode ser considerado normal para quem já está acostumado, porém, visto com os olhos de outro grupo , assusta e se torna estranho, por não existir um conhecimento sobre os alimentos. Mas não é somente o fato do alimento ser diferente, mas também as formas e meios que cada povo utiliza para comer. Muitos utilizam as mãos para ingerir os alimentos, palitos e talheres. Cada sociedade possui uma forma de representar sua cultura através da alimentação, uma delas pode ser indicada pelo fato de possuir regras. Umas podem ser consideradas como etiqueta social, um respeito à  um superior na família ou simples fato de agradecer perante a Deus o alimento recebido.
Em cada região do mundo existe um padrão tradicional ou local de alimentação que oferece uma variedade necessária para a saúde e o crescimento. Cada grupo utilizada sua cultura para a boa alimentação do seu povo.  Essa alimentação alternativa que transforma cada cultura em uma exclusiva.
No livro New Perspectives in Cul-Tural Anthropology 3, Roger Keesing inicia com uma parábola de uma jovem búlgara que oferece um jantar a estudantes americanos de seus maridos, entre os convidados estava um jovem asiático. Ao terminar a jovem perguntar quem gostaria de repetir, pois na cultura búlgara você está arruinado se alguém sai de sua casa faminto, e o jovem asiático aceita repetir o segundo, terceiro, e quarto prato, porém na metade do quarto prato de comida o jovem se joga ao chão na certeza de que está é a melhor maneira de dizer que está satisfeito, pois em seu país é um insulto você recusar a comida que lhe é oferecida.
A partir desta parábola Kessing faz uma reflexão sobre o modo de vida de cada região, sobre a condição humana e a forma que cada grupo tem de se relacionar com sua própria linguagem, visão de mundo, costumes e expectativas.
Assim chegamos ao etnocentrismo, causado por cada grupo acreditar que o seu modo de vida é o correto e assim causando conflitos sociais. O etnocentrismo é um fenômeno universal, é natural que cada região defenda sua cultura como a correta. Vejamos alguns exemplos:
Os Cheyene, índios das planícies norte-americanas, se autodenominavam "os entes humanos"; os Akuáwa, grupo Tupi do Sul do Pará, consideram-se "os homens"; os esquimós também se denominam "os homens"; da mesma forma que os Navajo se intitulavam "o povo". Os australianos chamavam as roupas de "peles de fantasmas", pois não acreditavam que os ingleses fossem parte da humanidade; e os nossos Xavante acreditam que o seu território tribal está situado bem no centro do mundo.
Em alguns casos a crença desses grupos em se achar superior aos outros grupos ultrapassa limites, e se utilizam dessa certeza da superioridade para justificar seus atos de intolerância a quem não faz parte de seu grupo.
Temos a tendência de dividir o tratamento as outras pessoas em “nós e outros”, que são os parentes tratamos de forma diferenciada ou seja aqueles que pertence a nossa cultura e os não-parentes que tratamos com indiferença e as vezes até preconceitos.Com essa divisão acabamos criando as manifestações nacionalistas ou até mais as extremas como xenofobia (preconceitos, tratamento como doenças). Para o grupo tudo que é diferente da sua cultura causa estranheza, podendo ser considerado uma quebra da ordem social ou sobrenatural. Por exemplo: Em algumas tribos como Xãma Suruí eles utilizam de um ritual para purificar os visitantes. Defumam com seus grandes charutos os visitantes nas suas primeiras visitas para purificar e torná-lo inofensivos.
No texto estudamos a percepção de três autores, que nos passam uma ideologia parecida com exemplos do cotidiano. Que a cultura influencia em todas as ações da nossa vida, que cada grupo possui sua cultura  e que não é a genética que influencia no comportamento e sim a cultura.

“Comportamentos etnocêntricos resultam também em apreciações negativas dos padrões culturais de povos diferentes. Práticas de outros sistemas culturais são catalogadas como absurdas deprimentes e imorais”.

Grupo:

Letícia Oliveira
Marcelo Brito
Priscila Barão
Nina Martinez
Lih Gimenez
Letícia Souza

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Ideia sobre a origem da cultura


O que nos difere dos demais animais e nos privilegia diante deles? Esse é o questionamento de uma série de estudiosos que buscam entender o processo evolutivo do ser humano e o surgimento da cultura.         
            Uma das primeiras teorias afirma que a cultura tenha surgido no momento em que o cérebro do homem começou a raciocinar e evoluir, porém, por ser uma teoria muito genérica, ainda ficam os questionamentos de como e por que houve essa evolução.           
            Segundo antropólogos, como Richard Leakey, Roger Lewin, David Pilbean e Kenneth P. Oakley, tal evolução se deu através da vida arborícola que instigou os seres a terem a sua percepção alterada de acordo com as suas necessidades de sobrevivência, fazendo com que se adaptassem ao meio em que viviam. Tais adaptações como o aumento do campo de visão ao ficar ereto, descoberta da sensibilidade tátil - que atribuiu significados aos objetos, até então, sem utilidade - fizeram com que sua capacidade cerebral se tornasse mais complexa e evoluída permitindo o desenvolvimento da inteligência humana e início da cultura.          
            A partir do momento em que o primata torna-se homem, começam a surgir teorias contemporâneas, como a de Claude Lévi-Strauss, que considera que o surgimento da cultura se deu com a criação da 1º regra: a proibição do incesto. Neste momento, o homem começa a distinguir o certo do errado, ditando comportamentos e construindo símbolos.          
            Para Leslie White toda cultura depende de símbolos e para interpretá-los é necessário conhecer a cultura que os criou; cultura esta que se consolidou devido a uma evolução lenta e contínua, o que fez com que a teoria do ponto crítico seja descartada. Definitivamente a natureza não age por saltos, a cultura evolui de acordo com o desenvolvimento humano.

Teorias Modernas sobre cultura

Notamos até então que a cultura é formada ou “encarada” como um emaranhado de suposições sobre sua origem, mas vamos deixar seu prefácio de lado e encará-lo de forma atual.
Existem diversos antropólogos fundamentando teorias modernas sobre cultura, e nessa soma, surge uma ideia em comum, a ideia de que a cultura é formada para que possamos nos adaptar ao modo que fomos feitos, e dita um conjunto de regras para a convivência no meio em que nos situamos.
Dentro dessa ideia central, podemos criar três ramificações. A primeira nos mostra a cultura como um sistema de conhecimento, o qual é criado através dos princípios básicos que adquirimos para sobreviver dentro da sociedade em que fomos inseridos. A segunda é encarada como um acumulo de informações adquiridas com o tempo; a soma da arte, vida, linguagem, expressões, entre outros. E por fim, a terceira ramificação, conhecida como “sistema simbólico”, diz que somos adaptáveis para viver em qualquer cultura, porém somos ligados àquela em que primariamente fomos inseridos.
Mesmo com tantas teorias, percebemos que toda cultura é formada através de interpretações próprias, únicas de cada indivíduo, que a transforma de acordo com cada geração que se passa.


Grupo:
Janine Vasques
Juliana Petená
Nívea Cristina
Priscila Soave
Roberto Guissi
Viviana Carvalho


terça-feira, 11 de setembro de 2012

O desenvolvimento do conceito de cultura




A primeira definição antropológica de cultura foi apontada pelos olhos de Edward Tylor que formou a teoria de endoculturação, que vinha crescendo desde o Iluminismo, tentou demonstrar seu conceito, afirmando que a cultura é um fenômeno natural que possui regularidades e causas e que seus estudos objetivos são capazes de proporcionar a formulação de leis sobre o processo evolutivo e cultural. Edward buscava apoio nas ciências naturais e concordava com outros pensadores como Aristóteles e Leibniz e reafirmava a igualdade da natureza humana, dizendo ser possível um estudo preciso em comparação de raças da mesma civilização. A variedade de culturas é explicada por ele como sendo um resultado desigual do processo de evolução. Por este motivo a antropologia estabeleceu uma escala de civilização superiorizando às nações europeias e colocando no outro extremo da escala as tribos selvagens.

O século XIX foi um período de muitos estudos tentando analisar o desenvolvimento das instituições sociais, buscando explicações para procedimentos do passado para a atualidade, predominando a ideia de que a cultura desenvolve-se de maneira uniforme, de forma que as sociedades atuais passassem as mesmas etapas percorridas por sociedades consideradas mais avançadas. E desta maneira criou-se uma ‘’escala de civilização’’ de forma claramente etnocêntrica, na qual as sociedades humanas eram classificadas hierarquicamente, porém com prioridade para as nações europeias.
Stocking então critica Tylor por não incluir em seus estudos a questão do relativismo cultural que esta associada a evolução multilinear e conclui que nossa humanidade e seus traços culturais não podem ser interpretados senão em termos de sua diversidade.( http://www.ghente.org/ciencia/diversidade/index.htm). Mercier considera Tylor um dos pais do difusionismo cultural, ou seja o pai de uma das teorias que trata do desenvolvimento de culturas. Lowie acrescenta “o que distingue Tylor do difusionismo extremo é sua capacidade de avaliar as evidências’’ 

         A principal reação ao evolucionismo, conhecido como método comparativo, inicia-se com Franz Boas, atribuindo a antropologia duas tarefas: a reconstrução da história de povos ou regiões particulares e a comparação da vida social de diferentes povos, cujo desenvolvimento segue as mesmas leis. Além disso, Boas desenvolveu o conceito de que cada cultura segue os próprios caminhos em função dos diferentes eventos históricos por qual passou e isso nomeou-se Escola Cultura Americana.
        Alfredo Kroeber antropólogo americano, mostrou como a cultura age sobre o homem e que graças a ela distanciou-se do mundo animal anulando seus instintos geneticamente determinados. Apesar dos instintos serem quase todos perdidos, como na fase da amamentação, os seres humanos passam a ofuscar seus instintos e buscam se espelhar nos padrões culturais da sociedade. O homem passou a ser considerado um ser que está acima de suas limitações orgânicas, rompendo as barreiras das diferenças ambientais. Uma de suas preocupações de Kroeber era distinguir o orgânico do cultural.

Para se manter vivo o homem primata precisa do seu sistema biológico e suas funções vitais, independente do sistema cultural que pertença, embora as funções sejam comum em toda sociedade, a maneira de satisfazê-las mudam de uma cultura para outra .Todo ato do homem predominantemente cultural depende inteiramente de um processo de aprendizagem, portanto seus comportamentos não são biologicamente determinados. Kroeber procurou mostrar que o homem criou o seu próprio processo evolutivo superando o orgânico, ou seja, ampliando sua força e agilidade, sem passar por quase nenhuma modificação física e assim de certa forma libertando-se da natureza, a cultura é o meio de apropriação de diversos ambientes ecológicos.
Cultura é um processo acumulativo de gerações que determina o comportamento do homem, porém permitem mudanças. O homem reflete o conhecimento e a 
experiência adquirida pelos seus antecedentes, e isto restringe ou estimula o processo criativo de cada um deles. Não basta a natureza criar seres humanos sábios, é necessário que esteja ao alcance desses indivíduos o material que lhes permitam executar sua criatividade inovadora. A comunicação é um sistema cultural indispensável, pois se homem não obtivesse possibilidades de propagar sua comunicação oral, a cultura não poderia existir.
 Concluímos que , toda a experiência cultural de um individuo é transmitida para os demais, criando um interminável processo de acumulação cultural.

O link abaixo mostra um vídeo de aproximadamente 5 min., onde são expostos exemplos e conceitos básicos da cultura, de acordo com a visão da Antropologia.





Grupo:  
Agnes Moura
Carolina Souza
Karina Bueno
Leticia Gonçalves
Mairla Sousa
Sãmya Lemos


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O Determinismo Geográfico


O determinismo geográfico trabalha com a ideia de que o ambiente em que vivemos influencia diretamente na diversidade cultural existente.
Este tema ganhou grande impulso com as ideias de Ratzel, que foram empregadas para a reunificação alemã e também para justificar o processo neocolonialista na África. O geógrafo alemão desenvolveu o conceito de espaço vital, utilizado pelos alemães na tentativa de expandir seu território. A associação que Ratzel procurou fazer foi entre a nação e uma determinada quantidade de superfície com recursos necessários para a manutenção ou para o desenvolvimento daquela cultura.
Ratzel utilizava muito mais a metáfora do organismo vivo, essa ideia organicista, ou seja, o povo e seu solo formam um todo. Então o povo não pode sobreviver sem uma determinada quantidade de solo.
Mas Ratzel não é o cara chave do determinismo geográfico, apesar de ser muito associado a isso. O cara chave se chama Carl Ritter (1779 – 1859). Ritter fez uma lei das costas dos litorais onde ele relacionava o desenvolvimento dos países com a existência de litorais recortados. Os lugares onde tivessem litorais muito retilíneos, não seriam pendentes ao desenvolvimento.
No século XI geógrafos criaram teorias sobre este assunto, causando certo impacto e popularidade, no livro Civilization and Climate (1915) de Huntington  a abordagem é sobre o clima e como ele pode interferir se tornando um fator importante no desenvolvimento da população local. Mas a história do desenvolvimento das civilizações mostra que não é correto afirmar que antes da chegada dos homens “civilizados”, das latitudes mais altas, os povos dos trópicos eram “subdesenvolvidos ou pobres”. Afinal, que argumentos sustentariam a veracidade dessa afirmação? Muitos estudos mostram que as técnicas desenvolvidas pelas culturas dos trópicos eram bastante desenvolvidas para a época, muitas delas superiores às dos povos de clima temperado. Os ideais europeus tornaram-se o modelo de desenvolvimento para o mundo e subjugaram os demais.

 A partir disso, difundiu-se a ideia da indolência entre os povos localizados na faixa da linha do equador, e usaram-se argumentos científicos como localização e incidência dos raios solares na superfície da terra para justificar a dominação.

As teorias criadas entre os séculos XIX e XX procuravam afirmar que o desenvolvimento das nações e as características genéticas das diferentes culturas eram determinados por padrões geográficos. Na época, o principal argumento utilizado para basear as leis gerais do determinismo geográfico era a condição climática dos lugares. No entanto, outros elementos da geografia física ganharam status científico, tais como a posição e localização da rede hidrográfica, o desenho dos litorais, a qualidade do solo e a morfologia do relevo, sendo usados para esboçar algumas teorias nesse período. Ainda assim não é possível afirmar que fatores climáticos determinem se um país será rico ou pobre, pois o que estabelece isso é o âmbito político e não climático, sendo assim entendemos  que não há uma relação direta entre as condições geográficas e o tipo de desenvolvimento de uma nação.
Na relação entre determinismo geográfico e desenvolvimento dos Estados deve-se considerar também a questão da divisão territorial do trabalho.

Citando Formação do Brasil contemporâneo, de Caio Prado Junior, podemos verificar que a ideia da colônia de exploração se assenta num meio tropical que é o meio complementar ao meio europeu. Em função disso, criam-se certos mecanismos e sociabilidades que serão determinantes de posições que até hoje persistem.
Paulo César da Costa Gomes, professor de geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em seu livro Geografia e Modernidade, explica que o determinismo na geografia não se define apenas como uma metodologia que conduz à verdade, mas também como um instrumento de previsão. “Ao antecipar os resultados, o determinismo permite uma ação no mundo. Assim, sob esta forma, a ciência deixa de ser expectadora da realidade para se tornar o meio fundamental de intervenção”.
Atualmente, grande parte dos pesquisadores nega a validade das teses do determinismo geográfico, seja no estudo sobre o desenvolvimento de um território, seja no comportamento das culturas.

O Determinismo Biológico

O Determinismo Biológico constitui um importante tema no meio em função de suas implicações na sociedade, especialmente no que se refere às diferenças entre indivíduos e populações humanas de um modo geral.
Ele está presente em diversos estudos na área da genética e neurociências, na medida em que buscam identificar e justificar as diferenças comportamentais e cognitivas entre indivíduos restringindo-as à informação genética e processos neurofuncionais, no entanto, a herança genética não tem nada a ver com as ações e pensamentos. Todos os atos humanos dependem inteiramente de um processo de aprendizado. O homem criou o seu próprio processo evolutivo, nenhum outro animal tem toda a terra como o seu habitat, apenas ele conseguiu esta proeza, superando o orgânico, o homem de certa forma libertou-se da natureza e ao adquirir cultura perdeu a propriedade animal, geneticamente determinada, de repetir os atos de seus antepassados, ele adaptou-se ao meio.

Cesare Lombroso (1835-1909), criminalista italiano, que acreditava que a herança genética tinha alguma coisa a ver com ações e pensamentos, relacionou a aparência física com tendência para comportamentos criminosos (foi considerada verdade científica e justificativa para as diferenças raciais). O resultado foi discriminações raciais e sociais.

Hoje sabemos que o homem é o resultado do meio cultural em que foi socializado. A manipulação criativa do patrimônio cultural é que permite as inovações e as invenções.
Não basta a natureza criar indivíduos altamente inteligentes, é necessário colocar ao alcance desses indivíduos o material que lhes permita exercer a sua criatividade de uma maneira revolucionária.
As diferenças genéticas hereditárias não constituem um fator de importância primordial entre as causas das diferenças culturais e civilizatórias dos diversos povos ou grupos étnicos. É a história cultural de cada grupo que explica essas diferenças.
Com isso concluímos que não é a racionalidade biológica (determinismo biológico) que determina as diferenças de comportamento entre homens e mulheres, mas a cultura. 
O comportamento é o resultado de aprendizado, comportamentos diferentes são o resultado de educação diferenciada.

Grupo:
Barbara Garcia
Camila Mariano
Leonardo G. Brocco
Marcelly Rezende
Monique Oliveira
Robson Luiz Junior


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Etnocentrismo e Relativismo Cultural



    Duas etnias tão antigas, distintas, mas que até hoje no século XXI ainda são presentes em muitas sociedades distribuídas pelo mundo.

    O que faz uma sociedade achar que é superior a outra? Quais são os parâmetros usados para medir se uma cultura é primitiva e outra evoluída? As respostas das questões apontadas acima podem ser baseadas nas riquezas de uma sociedade, na tecnologia que se tem em mãos, na construção civil, nos modos de agir, de se alimentar, de se vestir e até mesmo na cor da pele e traços físicos.

   Mesmo comparando todos estes requisitos não podemos colocar na balança e ver qual se sobressai. Apontando isso podemos começar a explicar a diferença entre o etnocentrismo e o relativismo cultural.

  O Etnocentrismo é a bagagem cultural de uma sociedade, ela determina que o modo de vida adotado por eles seja o correto, e todas as outras culturas opostas incorretas.  

   O Etnocentrismo também esta muito ligado à superioridade e a dominação, considerando a classe dos dominados como sub-humanos, e os enxergam como uma ameaça a sua maneira de ser, e a maneira que encontraram para defender-se foi eliminar quem os ameaçava, de forma violenta e sangrenta. A outra forma de demonstrar seu poder sem eliminar, é oprimindo e explorando, dando o status de inferioridade e descriminação.

   Para Marx as ideologias do etnocentrismo buscavam argumentos para se justificar em diferentes momentos da história, já que consciência cultural evoluía de acordo com o movimento presente.

    No época dos descobrimentos, a mente cristã e imperial ditava regras para a sociedade. Grupos se rebelaram contra esse “sistema” e uma série de massacres foram ocasionados. Foram chamados pagãos, aqueles que não se enquadraram nessa sociedade alimentada pela criação de um grupo de missionários e conquistadores que vendiam a ideia de que eles deviam ser libertos de Satanás.

    Na época das Luzes, o racionalismo triunfante e o deslumbramento anularam o critério de seleção, agora não importa mais seu posicionamento, seja incréu ou gentio, o que vale é a atualização em relação à civilização ocidental, autoproclamada a “suprema realização do espírito humano”.  A motivação colonialista era o progresso, em nome disso a burguesia europeia praticava opressão política, econômica e cultural. Com espaço para massacres e rebeliões históricas.

    A Supremacia Espiritual do Ocidente sublinhava o racismo, embora formulado com pretensões científicas, ainda era a simples ideologia branca, só para mostrar a hegemonia europeia (eurocentrismo). Que dominou a mente patriota de grandes filósofos e teólogos destacados até hoje com argumentos que mostram sua opinião quanto à superioridade européia.

      No Evolucionismo Cultural, os europeus e os americanos acreditavam ter culturas mais ricas em relação às outras, então eles tinham a pretensão de converter a cultura de povos inferiores, para a cultura que eles acreditavam ser perfeita. Então era feito um trabalho mais cauteloso em cima das crianças e adolescentes, com a intenção de quando chegarem em fase adulta a cultura inserida não ser questionada.

       Falaremos agora um pouco sobre o Relativismo Cultural que esta ligado à ciência, ao descobrimento, a pesquisas, e seus ideais tem como base compreender os conceitos, diferenças, crenças e cultura de uma sociedade.

     O Relativismo Cultural não julga uma cultura, afirmando que uma seja superior a outra como no etnocentrismo, é feito uma análise, onde se produz novos conhecimentos para entender o porquê determinada região age de forma distinta de outra.

   Acredita-se que cada cultura é relativa ao lugar que esta inserida, só faz sentido para a sociedade que faz parte daquilo. Não se pode apontar o  certo e o errado, o bonito e o feio, porque os parâmetros usados para o julgamento são as bases culturais que cada indivíduo carrega dentro de si, o que pode ser normal em nossa cultura, já para outra pode ser completamente inaceitável  e vice-versa.

   Devido estes fatores o relativismo cultural afirma que todas as culturas são válidas, que todas têm suas diferenças e que variam de acordo com o contexto a que se esta inserida.

    Tudo que é construído pelo homem tem sua influência cultural, desde a fabricação de móveis, casas, vestimentas, arte e até mesmo suas refeições, a única coisa que não tem influência cultural é a natureza.

   Então entendemos que no Relativismo Cultural se tem o respeito pelas diferenças, não cabendo a ninguém a julgar e sim compreender o modo de vida de cada civilização, sem descriminar ou ser superior.

   Portanto entendemos sem sombra de dúvidas que existem culturas mais evoluídas que outras, mas isso não define que uma seja melhor e outra pior. Não é porque um determinado lugar possui hospitais, automóveis, fábricas, tecnologias entre outros que ela pode ser considerada superior a sociedades menos desenvolvidas.

    É preciso colocar em evidência a qualidade de vida, porque pessoas que vivem em função do tempo, poder, trabalho, dinheiro, não usufruem de momentos prazerosos ao lado da família, amigos, natureza e sem falar em fazer atividades consideradas simples como dançar, conversar, rir, viajar, enfim aproveitar as coisas boas que a vida nos proporciona que às vezes passam despercebidas em nosso dia-a-dia.

    O que realmente é importante em nossa existência são os laços que construímos ao longo de nossas vidas. Não podemos ficar nos prendendo a questões que não nos agrega absolutamente nada como preconceito, racismo ou diferenças sociais e culturais, vamos dar valor e nos preocupar com  que realmente importa, como o desmatamento desenfreado da natureza, com as pessoas que passam fome e sede, pessoas que estão sofrendo com doenças e por ai vai. Somente resolvendo questões como estas que conseguiremos viver em comunhão e conseqüentemente em igualdade e mais felizes.


Grupo:
Bruna Barbosa
Laiza Piassali
Leandro Lopes

Letícia Silva
Luiz Felipe Martins